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sexta-feira, 5 de novembro de 2010

A inteligência das charges


Finalizado o período de eleições e eleita a nova presente do Brasil estive pensando nos chargistas. Como usam bem esse momento "político" nas charges, aliás esse e qualque outro assunto cotidiano. Essa arte é uma aliada, um respiro para nós que cansamos de ver e ouvir - quase sempre - as mesmas coisas, do mesmo jeito, das mesmas pessoas. Aquela politicagem barata, chata e bem diferente da POLÍTICA que esperamos. Tenho que tirar o chapéu para os colegas que conseguem aproveitar esses momentos para criticar de forma saudável e satírica. Aproveito então o espaço para parabenizar esses artistas. A charge acima é do colega Mendes. Foi feita e publicada durante a disputa do segundo turno entre Serra e Dilma quando a candidata Marina Silva ainda não tinha se manifestado sobre quem apoiaria. Ela não se posicionou e amnetev seu voto em sigilo. Acho interessante também as charges animadas, quem quiser assistir posto abaixo duas do Maurício Ricardo, também excelente no que faz.
Se você não conseguir assistir direto aqui no blog ou está sem áudio clique aqui e veja também com legenda.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Dia do estagiário


Antes de mais nada quero dizer que eu nem sabia que existia dia do estagiário descobri ontem, por acaso. Ainda assim achei interessante e fiquei pensando sobre essa fase que muitos precisam passar e que eu também vivo no momento. Comecei o post com a imagem de umas xícaras de café de propósito. Normalmente o estagiário é taxado de preguiçoso, que não faz nada e serve para tapar furo e fazer/servir café, ou então é sempre o coitadinho, aquele que só sofre, é explorado, trabalha demais e ganha pouco, etc. Acho isso engraçado, é uma mistura de tudo.
Já passei por alguns estágios, conheci pessoas maravilhosas e outras muito chatas, nem sempre tive espaço, nem sempre fiz o que quis, nem sempre foi o melhor lugar do mundo para se trabalhar. Mas em todos eu pude aprender muito, tanto profissionalmente, quanto para minha vida pessoal. Porque o que importa são as experiências que te dão base para falar: já fiz, não gostei, acho bom, acho ruim, isso é errado.. enfim, opinar sobre determinado assunto ou situação. Sem experiência não há o que dizer. O que realmente importa é o quanto você se dá, o quanto você aproveita daquele momento. Mesmo que você não seja valorizado e que os outros achem seu trabalho desnecessário, você é quem faz acontecer.
Lembro da história do colega, agora jornalista formado, que cresceu em uma grande empresa de comunicação fazendo obituário. Aí está, temos que fazer a diferença independente do que estivermos fazendo, trabalhar da melhor forma, abrir portas. Faça café, se submeta aos seus superiores. Se permita errar e corrigir, aprenda. Exerça sua paciência e seu domínio próprio, se doe, retenha o melhor. Este é o momento. É uma fase e penso que deve-se viver da melhor maneira possível para que lá na frente, quando já tiver o diploma na mão e uma bagagem beem cheia, poder dizer: Valeu a pena! É isso que eu espero.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Para o que serve o jornalismo?

Olá povo! Nem vou comentar ou justificar muito o "faz tempo que eu não escrevo" porque tá virando hábito por aqui (infelizmente), mas vamos que vamos.. O blog não morreu e para começar 2010 bem vou citar aqui o texto de um professor que tive semestre passado, foram as melhores aulas do curso até agora. Ele é o jornalista Fernando Evangelista e esse texto foi um discurso proferido por ele na formatura de uma turma de jornalismo na semana passada. Tá grande mas vale muito a pena. Sem mais delongas segue o texto com grifos meus...

Queridos alunos,

Conheço cada um de vocês e sei quanto empenho intelectual, físico e financeiro foi necessário para estarem participando desta cerimônia. É o coroamento de uma etapa, superada com dedicação, criatividade e talento. Vocês conseguiram. Parabéns. Hoje, porém, gostaria de falar de outra etapa, daquela que começará a partir desta formatura. Qual o significado de ser jornalista nos dias atuais? Para que serve o jornalismo no país em que vivemos? Qual é, afinal de contas, a missão que temos como jornalistas?
Que me desculpem os profissionais das outras áreas, mas o escritor Gabriel Garcia Marques tem razão: “o jornalismo é a melhor profissão do mundo”. Para quem é curioso, inquieto, para quem gosta de ouvir e contar boas histórias, para quem se interessa pelas coisas da vida, não existe profissão mais fascinante.
Mais do que um diploma, hoje vocês recebem um passaporte para o mundo.

O passaporte para revelar histórias não contadas, para contar histórias esquecidas, para investigar, para descobrir aquilo que à primeira vista ou à vista da maioria parece banal, mas que pode ser algo extraordinário. O jornalismo, não se esqueçam disto, nos dá a possibilidade de denunciar o que está errado e de anunciar o que pode ser.
E não é possível fazer isso sem ética – palavra tantas vezes usada sem distinção e sem critério, tão citada em discursos e tão esquecida na prática do cotidiano.
Lembrem-se: a ética não é apenas um conceito filosófico, mas uma postura de vida. Ela exige que, desde já, vocês estejam dispostos a não abrir mão, em hipótese nenhuma, daquilo que Carl Bernstein, um dos repórteres do Caso Watergate, chamou de “a melhor versão possível da verdade”.

Como vocês sabem, esta busca pela melhor versão possível da verdade pressupõe persistência e coragem.
É, obviamente, um percurso complicado, com obstáculos dos mais diversos, mas também muito gratificante. Se me permitem algumas dicas: Não sigam pelo caminho mais fácil ou mais cômodo. Sigam o caminho que considerarem ser o mais justo, sempre. Não se deixem seduzir pelo poder, não se deixem contaminar pela arrogância. Não confundam equilíbrio com indiferença, nem ceticismo com cinismo. Ser ético é tomar posição.
Tomar posição não significa ver o mundo entre bons e maus, de forma maniqueísta. Pelo contrário, significa ir à raiz, saber contextualizar cada história e explicá-la de forma coerente e clara. Tomar posição é conhecer bem o chão que estamos pisando... (continue lendo clicando no link "mais informações")



quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Semana Catarinense de Jornalismo

Bom.. faz tempo que eu não escrevo por aqui porque tá corrido, mas vou ver se consigo dar continuidade semana que vem. Hoje esse post é para divulgar a Semana Catarinense de Jornalismo que acontece na Faculdade Estácio de Sá. O objetivo é de ambientalizar e preparar os próximos jornalistas "focas", assim como eu. rs. Serão painés com ex-alunos e palestras de jornalistas atuantes em Santa Catarina. Começou ontem 27/11 e vai até dia 03/11. O evento é realizado no campus da faculdade de manhã e a noite, é gratuito e aberto ao público.
Para deixar os internautas atualizados nós (estudantes) criamos um blog da Semana. Lá postamos informações sobre os painelistas, plaestrantes e toda a programação. Vale a pena conferir e você está convidado a participar.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A arte de escrever e o bom uso das palavras


Esse post é dedicado àqueles que gostam de ler um bom texto e para meus colegas de profissão. É sobre o uso do vocábulo. A palavra tem sido banalizada, digo no sentido, no significado. São usadas de qualquer jeito. Precisamos aprender a aproveitar as palavras certas, principalmente nós, jornalistas. Para produzir um bom texto é necessário leitura e bom senso, deveríamos parar, pensar, ler, pensar de novo e começar com um dicionário ao lado. Uma palavra errada ou mal colocada pode mudar todo o contexto de uma história. Segue abaixo o texto de Eduardo Galeano, que fala muito bem a respeito disso,vale a pena ler.

Em defesa da palavra*
Acredito no meu ofício, acredito no jornalismo. Nunca pude entender por que escrevem esses jornalistas que vivem dizendo, tão cheios de si, que escrever não tem sentido num mundo onde as pessoas morrem de fome. Também jamais consegui entender os que convertem a palavra em alvo de fúrias ou um objeto de fetichismo. A palavra é uma arma que pode ser bem ou mal usada: a culpa do crime nunca é da faca.
Creio que uma função primordial do jornalismo latino-americano atual consiste em resgatar a palavra, que foi usada e abusada com impunidade e inconsciência, para impedir ou atraiçoar a comunicação. "Liberdade" é, no meu país, o nome de uma cadeia para presos políticos; chama-se "Democracia" a vários regimes de terror; a palavra "amor" define a relação de um homem com o seu automóvel; por "revolução" se entende aquilo que um novo detergente pode fazer em sua cozinha; "glória" significa, em muitos lugares da América Latina, o cemitério em ordem; e onde se diz "homem são" deveria se ler muitas vezes "homem impotente".
Ao se escrever, é possível oferecer o testemunho de nosso tempo e de nossa gente para agora e para depois, apesar da perseguição e da censura. Pode-se escrever como que dizendo, de certa maneira: "Estamos aqui, aqui estivemos; somos assim, assim fomos". Na América Latina, lentamente vai tomando força e forma um jornalismo que não ajuda os demais a dormir; antes, tira-lhes o sono; que não se propõe a enterrar nossos mortos; antes, quer perpetuá-los; que se nega a limpar as cinzas mas, em troca, procura acender o fogo.
Esse jornalismo enriquece uma formidável tradição de palavras que lutam. Se é melhor, como cremos, a esperança à nostalgia, talvez esse jornalismo nascente possa chegar a merecer a beleza das forças sociais que mudarão radicalmente o curso de nossa história – mais cedo ou mais tarde, por bem ou por mal. E quem sabe ajude a guardar para os jovens que virão "o verdadeiro nome de cada coisa" – como dizia o poeta.

*Eduardo Galeano, texto publicado no livro Vozes e Crônicas (Editoras Global/Versus, 1978).